quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Segura a minha mão, filho



Não são raras as vezes que diante das lágrimas infantis não há nada que fazer. E pensando bem, também das lágrimas adultas. Mas, no choro infantil, há uma certa urgência imperiosa. Há uma certa dor mais dolorosa que as nossas dores. Por isso, o sofrimento infantil dói mais que tudo em nós, mães (e pais).

Além disso, tem aquele acordo tácito e implícito que vem junto com a maternidade. (ninguém te contou que mãe tem que ter super poderes capazes de curar qualquer dor?!)

Criança é que nem uma gargalhada gostosa ou um abraço que se demora ou um beijo que lambuza... mas, quando chora, é uma realidade contraditória em si, como um ruído na sinfonia, ou um borrão na obra prima, ou uma nota desafinada na mão do exímio maestro. É tudo que não se encaixa em lugar nenhum.

E esse choro triste escancara a nossa incapacidade em fazer aquilo que, ingenuamente, achamos que poderíamos: proteger sempre os nossos filhos. Não são poucas as vezes que evitar os seus sofrimentos foge às nossas mãos, não faz parte do rol dos nossos superpoderes (muitas de nós trocaríamos os dois dentes da frente por isso). 

Mas, sempre haverá uma queda que arranca os dentes, um joelho esfolado, um coração partido, inúmeras frustrações da vida... sempre haverá... novos ou velhos sofrimentos...

Quando me dei conta disso, em todas as inúmeras vezes em que não pude fazer nada para evitar o choro e o sofrimento, ou a frustração, segurei sua mão. Assim, meio que dizendo, meio que querendo que ele percebesse que eu estava lá. E se a dor persistisse, ainda assim, a minha mão insistiria em se manter junto, pressionando-o de leve.

E, olhando a sua pequena mão quente e redonda, apertada junto a minha, eu notei que, misteriosamente, era você que a segurava para me confortar: de tudo mais que eu era incapaz.

"Segura a minha mão, filho".

Bjos,

VdM

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O Natal e o paradoxo do meu Papai Noel...

 
 
Acho que nunca tive toda aquela fantasia em torno do Papai Noel, mas eu tenho duas recordações sobre presentes de Natal que marcaram a minha infância. Uma delas foi quando eu tinha uns quatro anos e “apareceu” um brinquedo chamado “Vire a mesa” na minha casa (é esse brinquedo da foto), supostamente trazido pelo Papai Noel. Eu lembro que fiquei muito impressionada por aquela mágica surpresa.
 

 
A outra foi quando, já com uns 10 ou 11 anos, no Natal da minha família de coração (os Gonçalves: 9 irmãos e inúmeros sobrinhos da esposa do meu pai), eu fiquei encantada porque cada tio era um papai Noel (sem fantasia) com um saco grande de presentes para cada um dos sobrinhos (que eram muitos). Quando os vi cheio de presentes, fiquei levemente triste porque eu não receberia nenhum, afinal, eu não era da família. Mas, embora eu não fosse sobrinha de fato, eu e meu irmão tínhamos sidos acolhidos de coração e também ganhamos vários presentes. Isso me impressionou muito, sobretudo porque na minha família mesmo, eu nunca tinha recebido presentes de Natal dos meus tios. Nesse dia, descobri o quanto é bom ser amada gratuitamente e sinto muita gratidão por isso.
Depois desse dia, decidi que quando eu crescesse e trabalhasse ($), eu sempre compraria presentes para os meus sobrinhos e afilhados no Natal. Eu queria que eles sentissem essa gratidão que aprendi a sentir naquele dia. Não pelos presentes, mas pelo carinho. E, desde que comecei a trabalhar, presenteio todas as crianças presentes na nossa ceia. E, dessa forma, sinto que agradeço à Deus que cumula minha vida de bênçãos e presentes vindos de onde menos espero, como naquele dia e em muitos outros.

E, depois que o Rafael nasceu, essa tradição tem se fortalecido ainda mais porque quero que ele tenha boas lembranças do Natal. Nos últimos anos, o Nego tem se fantasiado de papai Noel e faz um teatro muito engraçado na hora de entregar os presentes. É hilário e muito divertido.

Aí é que vem o paradoxo do meu Papai Noel: eu gosto muito de toda essa brincadeira, mas eu sou radicalmente contra a substituição do verdadeiro significado do Natal (que é a celebração do nascimento de Jesus Cristo) por esses símbolos comercias que o Papai Noel e a Àrvore de Natal representam.

Além disso, não gosto da ideia de enganar crianças com a invenção de personagens como fada do dente, coelhinho da páscoa e afins ou qualquer outro tipo de mentira. Mas tenho me deixado levar pelo tanto que eu me divirto e gosto dessa tradição natalícia que fazemos. Não fico estimulando toda essa história de velhinho de barba branca e renas, com cartinhas ou botas na janela, mas não resisto a convencer o Nego a se fantasiar e fazer toda a encenação.

Tenho deixado essa contradição meio adormecida há algum tempo até que me deparei com esse texto aqui, do Gabriel Salomão, que apresenta uma visão muito interessante, e com a qual concordei muito, sobre a diferença entre fantasia e imaginação. No artigo, ele diz que “Imaginação é aquilo que surge da inteligência e que ultrapassa os limites da realidade conhecida. Fantasia, por outro lado, é a imposição de uma falsidade no plano da realidade, algo que violenta os limites da realidade conhecida de forma a fazer a criança acreditar que a realidade é diferente do que é.”

Depois de ler esse artigo, e agora que o Natal está chegando, voltei a refletir sobre isso.

Por isso, neste Natal, com certeza haverá presentes, mas não sei se haverá Papai Noel.

E vocês, o que acham? O papai Noel deve ou não sair de cena?

Bjos,

VdM

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Como ser a pessoa que quero que meu filho seja?


Às vezes, olho para o Rafael e meu coração se enche de perguntas para o futuro e de amor para o presente. Quem ele é e será? O que será importante para ele? O que o guiará nesse universo de possibilidades que é a vida? Seus olhos carregam um universo secreto. E, nessa busca apaixonada pelo serzinho que o Senhor me concedeu, olho para mim.

Enquanto me esforço para cumprir a missão de educa-lo, descubro no caminhar lento e rápido dos dias que não o educo. Antes, educo a mim. Antes, torno-me uma outra pessoa. Melhor, espero. Prepotência achar que posso educá-lo. Não posso.

Posso ser uma pessoa melhor por este amor, que é forte como a morte e, então, vendo em mim, ele saberá o que é amor, perdão, paciência, meditação, fé, educação, respeito, generosidade, compaixão (e o que mais houver de bom para ser neste mundo). Antes de educá-lo, é preciso ser.

E quando sou tudo isso, ele verá como se é, como se deve ser. E isso não se pode ensinar, mas aprender. E aprender é algo que cada um só faz por si mesmo. Espero que ele faça por ele, porque a vida dele tem sido uma das forças motrizes para que eu aprenda a ser.

A lista de coisas que preciso ser para que meu filho “aprenda” é infinita. Estou certa de que levarei uma vida inteira para ir sendo melhor que ontem. Para não ser violenta quando contrariada; para não ser mentirosa e falsa por conveniência; para não ser generosa por interesse; para perdoar os erros que me prejudicam; para lidar com a ira quando ela vier; para superar os medos que me paralisam; para vencer a preguiça e o egocentrismo com generosidade; para respeitar e tolerar o que é o outro; para reverenciar a criação, imagem e semelhança de DEUS; para ter fé e esperança sempre; para amar na dimensão da cruz; para ser essencialmente feliz, sempre...

Enquanto eu aprendo isso, ele vê, ele aprende... não por que eu disse, mas porque consegui ser.

Bjos,

VdM


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Como encontrar a escola perfeita? A saga - Parte III



Depois de ligar em dezenas de escolas públicas e privadas, visitar pelo menos umas 5, ler e avaliar proposta pedagógicas, Projeto Político Pedagógico - PPP das escolas públicas (acesso por aqui), preços e logística, chegamos a conclusão que o melhor seria colocarmos na escola pública.

O único problema é que não sabíamos se haveria vaga para crianças de 3 anos na rede pública no ano que vem. Então, escolhemos uma segunda opção (uma escola particular) para o caso de não haver vagas. Com o plano A decidido e o plano B no bolso, para o caso de intempéries do destino, restava esperar pelo período de matrícula na rede pública.

Aí se passaram umas três semanas de ansiedade até que o governo facilitou bastante a minha decisão (para não dizer limitou) quando resolveu priorizar a matrícula de crianças de 4 anos, e não oferecer vagas para crianças de 3 anos.

Ao fim (pelo menos eu espero que seja) dessa saga interminável e angustiante de encontrar a escola perfeita, que se alinhe com meus princípios e que seja financeiramente viável, restou matriculá-lo na escola particular do plano B.

Assim, o menino vai mudar de escola e nós teremos um orçamento mais que apertado a partir de janeiro.

Depois conto como foi a adaptação e o que estou achando da escola nova.

Ante o ideal da escola perfeita, vamos com a escola possível.

Bjos,

VdM

Para ler a 1º parte dessa saga, clique aqui.

Para ler a 2º parte dessa saga, clique aqui.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Como encontrar a escola perfeita? A Saga - Parte II



Contei no post anterior que estamos procurando uma nova escola para o Rafael. E, como tenho pensado nisso em cada segundo das 24 horas do dia, resolvi partilhar as minhas reflexões sobre o que seria a escola perfeita para a nossa família, de acordo com o que meu coração (e um pouquinho de informação que encontro na internet ou que leio por aí) tem me inspirado.

São tantas e tão particulares as questões que envolvem a escolha da escola de um filho que é impossível encontrar a escola perfeita, mas não custa sonhar, né? Então, listei 10 itens, em ordem de importância, que, na minha opinião, a escola perfeita teria de ter:

1) AMOR:
Que sejam amorosos ao tratar com as crianças; que compreendam a beleza e a dádiva de se conviver com crianças; que não as rotulem; que compreendam as fases de desenvolvimento natural das crianças e seus desafios; que as chamem pelo nome, que as tratem com amor e respeito, sempre.

2) RESPEITO À INDIVIDUALIDADE:
É muito importante para mim que todo o corpo docente da escola trate as crianças com respeito, que valorize e estimule a autonomia, que as observem e ajudem a descobrir e desenvolver suas melhores habilidades. Sobre esse item, sinto muita afinidade com a pedagogia Montessori. Para ler sobre isso, recomendo esses textos aqui, aqui e aqui.

3) NÃO ÀS TELAS, EM GERAL (TV/computador/tablets, etc):
Eu já contei neste post aqui o que penso sobre TV, o que inclui as demais telas. Não é que o menino nunca assista. Nos finais de semana, costumamos escolher um filme e toda a família assiste junto ou quando ele visita a vovó... Mas se ele vai passar 4 horas na escola, não tem sentido deixar ele em frente à TV nesse período.

4) COMPETIÇÃO:
Que não valorize, nem estimule a competição, mas a cooperação e que ensine que com isso construímos um mundo mais solidário e sustentável. Que não torne a vida escolar uma corrida insana para ser aprovado no vestibular.

5) PÚBLICO x PRIVADO:
"a escola pública de ensino comum é a maior das criações humanas e também a máquina com que se conta para produzir democracia"¹ 
Eu concordo com as palavras acima, proferidas por Anísio Teixeira, idealizador do sistema educacional na capital. E, por isso, eu preferia que meu filho estudasse numa escola pública (de qualidade, como tem que ser) e, aqui em Brasília, há muitas escolas públicas de qualidade, em especial na educação infantil.

Acho que estudar em escola pública fortalece a minha cidadania, na medida em que estou inserida nessa realidade e atuo em prol de uma melhoria constante e participo dessa construção coletiva que é a escola, a democracia e a cidadania.

Enfim, acredito que o que torna a escola perfeita, são as pessoas que a compõem (professores, pais, alunos, toda a comunidade). É óbvio que uma boa estrutura ajuda, mas as pessoas é que vão transformar o ambiente. Isso sem falar na diversidade de pessoas e classes sociais que só tem em escola pública. É um tema polêmico. Não vou esgotá-lo aqui, mas se quiser ler alguns textos interessantes sobre isso, veja aqui, aqui e aqui.

6) ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL:
Que incentive hábitos alimentares saudáveis, e que não distribua doces e balas nas lembrancinhas; que cultive horta, se possível.

Os dados crescentes de obesidade infantil no Brasil e no mundo são assustadores e a escola tem um papel estratégico para mudar essa realidade. Para uma leitura muito esclarecedora sobre o assunto, sugiro assistir o documentário Muito além do peso:


7) ARTES/MÚSICA/LITERATURA:
Estimular o gosto pela leitura, pela música e pela arte é super importante para enriquecer a forma como as crianças se relacionarão com o mundo. O deleite na apreciação dessas linguagens é uma experiência fabulosa, sobretudo quando se é criança. Além disso, de uma forma geral, a nossa sociedade tem valorizado muito as disciplinas exatas e não exploramos bem o lado direito do cérebro, o lado responsável pela criatividade, inovação, etc. Nem precisa dizer o quanto essas características tem sido importantes hoje em dia...

8) ENSINO RELIGIOSO:
Eu sou cristã e é parte da minha missão como mãe, ensinar a fé em Deus ao Rafael, portanto, valorizo muito que a escola tenha uma orientação religiosa semelhante a minha.

9) ESTRUTURA:
Não sou muito detalhista, mas eu acho importante que toda a escola, em especial, as salas de aula sejam bem iluminadas, espaçosas, arejadas, limpas e organizadas.

10) LOGÍSTICA/PREÇO:
A escola tem que ser próxima ao meu trabalho, ter um preço que caiba no meu orçamento (se não for pública) e oferecer vagas no turno vespertino.

E aí? O que vocês acham? Será que eu encontro a escola perfeita?

E vocês? O que vocês levaram em conta na difícil tarefa de encontrar a escola perfeita?

Contem aqui e me ajudem nessa empreitada.

A saga continua...

Bjos,

VdM

1. RIBEIRO, Darcy. Dr. Anísio. In: RIBEIRO, Darcy. Cartas, falas, reflexões e memórias. Brasília: Senado Federal, 1995. p. 33.


Para ler a 1º parte dessa saga, clique aqui.

Para ler a 3º parte dessa saga, clique aqui.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Como encontrar a escola perfeita? A Saga - Parte I



Apenas 1 ano se passou desde a peregrinação de escola em escola que me levou a matricular o Rafael na sua primeira escolinha o ano passado, e cá estou eu de novo gastando meus calçados de porta em porta pelas escolas afora...

Coloquei o Rafael na escola quando estava apenas com 2 anos e 5 meses. Eu achei que era a idade ideal. Não foi. O primeiro filho é sempre uma cobaia. E eu serei sempre a sua mãe de 1ª viagem, como li nesse post aqui.

Por que eu achei que seria ideal?

Ele sempre acordou cedo, então achei que estudar pela manhã não seria um problema. Mas foi.

Achei que ele iria se adaptar tranquilamente. Mas não se adaptou. Só depois que completou 3 anos (7 meses depois do início das aulas) é que começou a me dar tchau sem olhar para trás. Conto isso aqui e aqui.

Eu achei que conseguiria chegar cedo em casa, logo após a soneca da tarde. Mas nem sempre consegui sair cedo do trabalho e sofri horrores porque não passava as manhãs com ele e só chegava no final da tarde. (mãe também tem ansiedade da separação!!!)

Ele ficava parte do dia com a babá, então achei que era melhor a escola. E, nesse ponto, acho que a escola foi melhor mesmo. É lindo de ver ele cantando musiquinhas que aprendeu na escola, dentre outras coisas.

O fato de ser uma escola pequena, com apenas uma turma por série, me agradou muito, pois favoreceu o contato pessoal e meu filho era chamado pelo nome.

Por que não foi tão legal assim?

Escolhi uma escola pequena e próxima da casa da minha mãe. Eu o deixava na escola e minha mãe o buscava e levava para a minha casa onde a babá ficava com ele até a hora que eu chegasse do trabalho. Essa logística toda funcionou bem, exceto por alguns imprevistos. Mas o fato de não ser eu ou o pai do Rafael a buscá-lo deixou ele um pouco triste, no início. E é claro que eu sofri com isso também, mas não havia o que fazer.

A escola não oferece tanto espaço ao ar livre, não tem grama, não tem quadra e eu achei que tem poucos momentos de interação família/escola.

A escola mandava muitos doces em lembrancinhas bem na hora do almoço, o que gerava alguns atritos para impedir que ele se enchesse de balas antes (ou depois) de almoçar.

O meu marido sempre foi contra colocá-lo na escola tão cedo, mas eu não lhe dei ouvidos e tenho que ouvir ele dizer isso por todo o sempre enquanto eu viver... que ele era contra... que eu não quis ouvir... que eu preferi escutar outras opiniões... e etc, etc, etc...

Assumo: Eu me arrependi de tê-lo colocado tão cedo na escola. Mas, agora ele já está bem adaptado e... vou ter que mudar de escola... ha! (porque a vida é cheia de desafios!)

A saga continua...

Bjos,

VdM

Para ler a 2º parte dessa saga, clique aqui.

Para ler a 3º parte dessa saga, clique aqui.



 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dicas musicais para a difícil tarefa de dar comida, dar banho, escovar os dentes

Quem tem filhos pequenos sabe que tarefas simples como fazê-los escovar os dentes, tomar banho ou a mais básica das necessidades: se alimentar, às vezes, pode se transformar numa guerra homérica. E, muitas vezes, o que se vê são ordens que se transformam em súplicas e, mesmo assim, não são atendidas e experimentamos a potência da resistência infantil. (entendedores, entenderão)

Nessa hora, em que mais precisamos de paciência, ela costuma nos abandonar de forma inversamente proporcional ao tamanho do escândalo. E diz uma regra universal da maternidade que isso sempre vai acontecer quando estamos atrasados e esgotados.

Se sair correndo e gritando, agitando os braços e fazendo sons guturais não é uma opção para você, eu sugiro que cante. E aqui vão algumas dicas musicais para a difícil tarefa de convencer nossos filhos de forma lúdica a comer, escovar os dentes ou tomar banho. Dependendo da disposição, você pode dançar também. (Acredite: ser pai e mãe requer muitas habilidades!)

COMER:

1) As hortaliças são demais - Fizzy - O mestre cuca, do Discovery Kids:



2) Cálcio é bom - Fizzy - O mestre cuca, do Discovery Kids:


Cálcio é bom, nham, nham


ESCOVAR OS DENTES:

1) Rock do dente, Castelo RA TIM BUM




TOMAR BANHO:

1) Banho-Maria, de Chico Cesar e Barbatuques.

P.S: É só substituir "Maria" pelo nome do seu filho(a).

2) O clássico banho do ratinho do Castelo RA TIM BUM:

Gostaram das dicas?

Essas músicas já fazem parte da nossa rotina e, em muitas vezes, elas são a única coisa que funciona. Mas quando nem elas dão jeito, seguimos a vida acreditando no mantra: "É só uma fase. Isso passa!" 

E por aí, quais estratagemas vocês usam para "convencer" os pequenos a fazer o que tem que fazer?

Bjos,

VdM 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ele já sabe se balançar!



O Rafael aprendeu a se balançar sozinho. E, nesse dia, olhou para mim satisfeito por sua conquista. Não disse nada, sorri. Ele também. É mais uma conquista que se soma a tantas outras já alcançadas: sustentar o pescoço, sentar-se, balbuciar as primeiras palavras, engatinhar, andar, falar, etc. Eu sabia que todas essas conquistas aconteceriam, naturalmente. Ele, não. Não sabe do que é capaz e do que será ainda.

Não é uma honra poder contemplar esse instante mágico da transição entre a incerteza do não saber e o momento seguinte em que  se consegue?! Sei que isso fortalece a sua auto-estima. Sei que essa confiança em si mesmo o encoraja para se arriscar em novas conquistas.

Ele se balançava e eu via o balanço no tempo das coisas que a vida leva e traz. Enquanto suas pernas se movem para frente e para trás num movimento coordenado que o impulsionam e o mantém se balançando, sinto uma nostalgia do futuro. Ele vai pra frente. O tempo vai junto. Ele vai pra trás. O tempo  foi. Era como se contemplasse um tic-tac de um relógio da vida que corre depressa de mais. 

"Ele está crescendo..." Meus olhos marejam. Se pudesse, guardava no bolso essas alegrias... Mas guardo no coração seu sorriso contente e sua voz aguda dizendo: "Mamãe, você viu isso?", enquanto gargalha de satisfação.

Eu também balanço, emocionada, e meu coração transborda, vibrando com uma alegria que é quase dor.  "Meu menino esta crescendo..." penso com o coração transbordando.

Bjos,

VdM

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Por que dizemos não chore?



O Rafael, como as demais crianças que conheço, chora escandalosamente, desmedidamente quando está triste, frustrado, cansado ou qualquer outra emoção difícil. Ele não guarda essas emoções, não adia o sofrimento. Mas, logo em seguida, ele sorri singelamente, distrai-se com um brinquedo, oferece um abraço e já não se lembra mais da dor que passou.

Não parece libertador poder expressar nossas emoções e deixá-las fluírem para longe de nós através de lágrimas e gritos? Assim, libertamo-nos delas e podemos sorrir logo depois, como um sol fulgurante que surge, imperioso, após uma intensa e torrencial tempestade.

Há algo de mágico nisso, uma espécie de sabedoria inocente, um segredo de vida feliz que vamos perdendo à medida que crescemos e temos de nos adaptar ao que é aceitável.

Já adultos e conformados a negar ou esconder nossas emoções, dizemos "não fica triste" ou "não chore" para nossos filhos. Mas por que não chorar se é melhor deixar as angústias correrem para fora do coração? Por que não chorar se depois que toda a emoção liquefazer-se em lágrimas, haverá espaço para a alegria, quiçá para a paz.

Ao tentarmos "ensiná-los" a controlar suas emoções, corremos o risco de negá-las ou ensinar-lhes a sufocá-las, a ser meio falsos, a guardar seus rancores para depois, talvez para muito depois, meses ou anos. Entre essa nossa necessidade interior de expressar emoções e o incomodar o mundo, deve haver um caminho equilibrado que não sufoque uns e nem seja por demais impertinente aos outros.

Aqui em casa, quando o tempo e a paciência permitem, tenho feito assim: se estamos em casa, eu apenas o contemplo nessas horas e, no fundo, reconheço que ele pode chorar, que ele deve chorar. Às vezes, o acolho em meu colo. Às vezes, fico apenas ao seu lado esperando que ele chore toda a emoção que tem para chorar. Às vezes, deixo que ele se recupere sozinho sem interferir, como na foto acima. Quando o escândalo acaba, conversamos sobre o que ele sentiu, por que chorou e como podemos resolver isso. E, algumas vezes, não falamos nada. Ele já está bem, já deixou para trás.

Se estamos na rua, eu o ajudo a perceber que o choro estridente incomoda as outras pessoas, esperando que ele aprenda a equilibrar as suas necessidades de expressar emoções com a necessidade de silêncio dos outros. E, assim, perceba que os atos dele exercem algum efeito sobre o mundo e as pessoas que o rodeiam.

Observando o Rafael e sua doce infância, contemplo o segredo de uma vida inteira, que vai se manifestando sem pressa no convívio diário com a riqueza que existe na infância.

Observando-o, percebo que preciso, como ele, libertar-me das emoções difíceis, seja em lágrimas, seja em silêncio. Preciso permitir-me sentir intensamente as dores para que, no minuto seguinte, eu esteja livre e leve como um sorriso de uma criança.

Bjos,

VdM

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Escarlatina... só a bailarina que não tem!



Eis que um dia desses, o menino começou a ter febre. Eis que no dia seguinte, a febre não passa e o levo ao Pronto Socorro. Eis que a médica nota a garganta muito inflamada e receita 10 dias de antibiótico, o que equivale a 120 ml do remédio. Mas o remédio é vendido em embalagens que contém apenas 70 ml, o que me obriga a levar 2 caixas e pagar por 20 ml que vou ter que jogar fora. (Pausa para revolta leve contra as indústrias farmacêuticas que fabricam vidros que, sabidamente, não serão suficientes para a maior parte dos tratamentos)

Eis que o menino toma o remédio e começa a vomitar. E noto que o corpo do menino está tomado por minúsculas bolinhas vermelhas. Suspendo o remédio. Eis que o levo de novo ao hospital e outra médica diagnostica Escarlatina. Ham!? Eu pensei que escarlatina fosse apenas um verso daquela música do Chico Buarque. Mas descobri que é também uma infecção aguda, típica da primavera, que causa forte inflamação de garganta e enche o corpo de carocinhos vermelhos com uma textura de lixa.

E o tratamento? Benzetacil. Quase chorei quando ouvi isso. Morri de dó por antecipação. Entrei num dilema. Devo alertá-lo do sofrimento iminente ou lhe concedo mais alguns minutos de alegre ignorância. Escolhi deixar para avisá-lo depois. Ele logo saberia...

Depois do choro, volto a farmácia com a esperança de trocar ou devolver a caixa de antibiótico que não usei e que não seria mais necessária e eis que recebo a resposta: "Não podemos receber ou trocar antibiótico."

"E por que raios, não podem trocar um antibiótico que eu não vou usar?", pergunto em um nível de indignação máster. (Só de lembrar, fico irritada de novo)

"Depois de registrado no sistema da ANVISA, não há como estornar. São regras da ANVISA. Ouço e obedeço." Essa última frase eles não falaram, mas foi tipo isso. E nada que eu dissesse fez eles repensarem sobre isso.

Moral da história: quase R$ 100,00 voando para a indústria farmacêutica e para a drogaria, a custo do meu prejuízo.

Como a indignação foi tamanha, fiz um reclamação no site da ANVISA tentando entender os motivos. Surpreendentemente, eles me enviaram uma resposta que eu considerei razoável e que aplacou a minha revolta. Disseram eles que não podem aceitar a devolução de antibióticos devido ao risco de adulteração e mal acondicionamento após a retirada da farmácia, podendo colocar em risco a integridade do remédio. Concordei. Agora é só esquecer o prejuízo.

Se quer saber mais sobre as regras da ANVISA sobre antibióticos, segue o link aquiaqui e aqui.

Pelo menos o Rafael já passa bem!

Bjos,

VdM

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Curtas! - Coisinhas engraçadinhas | Caminhão



Um dia desses, o Rafael dormiu na nossa cama e quando acordou o pai dele já tinha saído para o trabalho. Então ele perguntou:
_ Onde está o meu pai?
_ Seu pai já foi trabalhar.
_ Ah! Ele fica tão lindo dormindo aqui!

(lindo é ele, né minha gente!)

...

_ Papai, eu não sei o que é pior...
(alguns segundos depois)
_ Pai, o que é pior?

(O que é pior, gente? porque o melhor é a companhia diária dessa pessoinha)

...

CANTANDO:

_ Eu não tenho meeeedo, não! Eu não tenho meeeedo, não! É susto de dinossauro!

...

A CAMINHO DA ESCOLA

_ Quando eu chegar na escola, eu vou falar tchau para vocês, viu?!

(a independência chega aos poucos e me comove. Já contei aqui, os dramas que enfrentamos para deixá-lo na escola)

...

CANTANDO COM O DINOSSAURO

O Rafael segurou o dinossauro e cantou algo mais ou menos assim: GRRRRR, GRRRRR, GRRRRR...
Aí, eu disse:
_ Filho, eu não consegui entender nenhuma palavra que o dinossauro cantou.
_ É que dinossauros não falam palavras.
_ E o que eles falam?
_ O som deles ué!

(e eu? só ri!!!)


domingo, 26 de outubro de 2014

Curtas! Coisinhas engraçadinhas | Nuvens



Se você souber, escreve a resposta nos comentários. E me conta se seu filho também faz perguntas que você não sabe a resposta...

Bjos,

VdM

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Coleção de livros Itaú 2014 - peça já os seus!


Para ganhar os livros, é fácil, fácil. Basta preencher o formulário neste link aqui e o Itaú manda a coleção para a sua casa sem custo algum. E nem precisa ser cliente do banco. Eu, por exemplo, não sou, mas peço os livros desde 2011, quando o Rafael nasceu. E, ontem, nós já recebemos a nossa Coleção Itaú de livros infantis desse ano. 

Essa inciativa faz parte do projeto "Leia para uma criança #issomudaomundo", promovido pelo Banco Itaú, que distribui gratuitamente uma coleção de livros infantis por ano, desde 2010.

Não é uma beleza? Então, não perca tempo e faça o seu pedido rapidinho, porque a demanda é grande e o estoque acaba rápido.

Bjos,

VdM

domingo, 19 de outubro de 2014

Dia das crianças - Como é que se faz para ser escritor?



Eu já falei aqui um pouco do que penso sobre o consumismo presente na nossa vida e sobre esse impulso consumista que permeia a relação com as pessoas que amamos, e que vem à tona, em especial, nas datas comemorativas.

Seja por hábito ou por nos deixarmos levar, ou qualquer outro motivo, associamos homenagem a consumismo ou a obrigação de ter de dar um presente. E reduzimos, assim, a homenagem ao objeto. E ainda aceitamos que existe um dia para que essa homenagem aconteça. Por essas e outras coisas, eu, deliberadamente não comprei nenhum presente para o Rafael. Nadinha. E ele também não me pediu.

O meu presente para ele foi ajudá-lo a descobrir como é que se faz para ser um escritor. Coincidentemente e, acho que propositalmente, haveriam dois lançamentos de livros infantis em Brasília um dia antes do "Dia das Crianças". Falei sobre eles aqui e aqui.

E eu instiguei a imensa curiosidade do Rafael a se interessar em conhecer as escritoras e a perguntar a elas como faz para ser escritor. Fagulha lançada e curiosidade ruminada, fomos nós ao lançamento. E o pequeno não deixou de questionar às duas escritoras (Rosângela Vieira e Regina Célia Melo) que já considero amigas.

E as duas responderam algo tão parecido que desconfio que deve ser por esse caminho mesmo. Elas disseram que é preciso ler e estudar muito, e daí quando já se está muito cheio, naturalmente, nos derramamos na escrita.

Legal, né!?

E por aí, como foi a homenagem a essas vidinhas que nos renovam e que tanto amamos!?

Bjos,

VdM

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Festa pic-nic (convescote) - dicas



Convescote - 3 anos - Rafael

Eu nunca fui muito entusiasta de festa de aniversário tipo evento milionário para comemorar o aniversário das crias. Normalmente, a maior parte das crianças ficam irritadiças ou dormindo na hora do parabéns do 1º ano e resolvi fazer uma coisa pequena mesmo.

Mas eu entendo as mães que sentem necessidade de comemorar o 1º ano do rebento de uma forma maior. Afinal, é também o 1º ano da vida de mãe que envolve tantas e tão complexas questões dignas de muita comemoração sim. Só não era a minha.

No primeiro aniversário do Rafael, fiz apenas um bolinho em casa para meus pais, irmãos e cunhados. E me surpreendi com o quanto a festinha foi legal e tenho uma doce recordação daquele dia: enquanto enchíamos balões na sala, o Rafael se divertia, sentado no chão, jogando as bexigas para o alto. É assim que lembro daquele dia: com a leveza dessa alegria gratuita. Mas ficou faltando muita gente. 

Então, no 2º aniversário resolvi fazer uma festa bem maior em salão de festa para que coubesse todo mundo que eu queria convidar (minha família é enorme). 

Mas, neste ano, queria uma festa que não fosse sinônimo de fortuna e que significasse mais pelo momento em si do que pelo preço. Então, resolvi fazer um convescote (se perdeu a explicação, veja neste post aqui). Tivemos uma tarde muito, muito agradável com poucos convidados e num clima muito íntimo e fraterno. Foi muito bom. E vamos às dicas para um pic-nic no parque gastando pouco:

1) Expedição. 
Vá ao local dias antes do evento mais ou menos na mesma hora em que pretende comemorar o aniversário. Avalie o espaço: se está limpo, se há mesas, se há opção de banheiro por perto, se há água, etc. Se é de Brasília e vai fazer no Parque da Cidade, sugiro o espaço atrás do bar do Pirraça, próximo ao parquinho que há lá. Descubra como foi a minha expedição quixotesca aqui.

2) Convidados:
Opte por poucos convidados porque mesmo que o espaço seja grande, a logística a céu aberto traz algumas dificuldades como por exemplo acondicionamento das comidas. Além disso, o evento tende a ser mais íntimo e agradável.

3) Decoração:
Um pic-nic que se preze tem que ter toalha xadrez. Eu comprei 9 metros do tecido e fiz 8 toalhas de 1 m x 1,5 m. Por si só, as toalhas já dão conta de deixar a festa com muita cor, mas se for na primavera, use as flores do parque para enfeitar também. Além disso, prendi balões (com gás hélio) no chão próximo às toalhas e o efeito ficou bem legal.

4) Cardápio:
Eu queria um cardápio o mais natural possível, mas não consegui fugir muito do tradicional devido à dificuldade de acondicionamento. Para beber, comprei água, sucos e refrigerantes. E para comer, levei salada de frutas, laranjas, bananas, picolé, sanduíches naturais, espetinho de frutas, alguns salgadinhos, cup cake, docinhos e o bolo. É importante ter pelo menos umas 5 caixas de isopor grandes para levar e acondicionar toda a comida.

5) Lembrancinhas e mimos:
Comprei umas mini-cestinhas e montei um kit pic-nic com banana, maçã, biscoito, barrinha de cereal e uma garrafinha d'água. Além disso, levei bolhas de sabão e pipa para as crianças brincarem.



Gostaram das dicas?

Bjos,

VdM

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Livro Infantil - Uma traça sem graça | Lançamento




E não é que os escritores de Brasília ou o Universo estão conspirando a favor desta minha saga de ajudar o Rafael a descobrir como é que se faz para ser escritor. É que no mesmo dia vão haver duas escritoras da cidade lançando livros infantis. Além dos livros O Macuco Felício O Vestido da Condessa, ambos da escritora Rosângela Vieira, que citei aqui, a eternamente professora Regina Célia Melo também vai lançar Uma traça sem graça, no mesmo dia 11.

Eu gostei tanto do livro da traçazinha sem gracinha, que não poderia deixar de escrever também sobre esse livro. Conversei por poucos minutos com a escritora e já fiquei encantada com o sotaque mineiro-acolhedor (quem conhece Minas e os mineiros sabem que eles nos acolhem até com o sotaque). Foi ela que me disse que “educar é afeto”. Tem coisa mais sábia que isso gente!? Foi justamente pelo afeto que eu descambei no interesse por teorias pedagógicas, como a montessoriana, Piaget, literatura infantil, aletramento materno, musicalização infantil, entre outros, só para enriquecer o mundo do Rafael e ter a maior surpresa ao perceber que é ele que enriquece de mais a minha vida.

Em A traça sem graça, a escritora cria uma metáfora tão didática para transmitir amor à leitura, que é impossível não me identificar. Acho que cresci uma traça, devorando todos os livros que encontrava pela frente, traçando livros e retraçando a minha vida. Criando sonhos e questionando, sentindo a poesia que há na vida.

No início, a traça era uma traça sem graça, comendo e dormindo, mecanicamente, desumanamente até que começou, timidamente a traçar um Mário Quintana, Cecília Meireles e Monteiro Lobato. Daí não parou mais e, alimentando-se das páginas dos livros, deixou a semgraceza para traz. 

Em uma das páginas, a ilustração de uma prateleira de livros com o nome de escritores meio que nos convida a nos servir de um deles e traçá-los também.

Além disso, a sonoridade das rimas que compõem a narrativa é uma amostra da riqueza que a nossa língua oferece e das possibilidades para se criar um bom arranjo de palavras. Inspira a fazer poesia a partir da escuta gostosa das palavras que se combinam, rimam.

Dessa forma Regina semeia amor pela leitura, nas linhas e entrelinhas, motivada pela alegria que sente ao ver crianças apaixonadas por livros.

Vamos conhecer essa pequena traça devoradora de livros e compartilhar essa alegria com a escritora no próximo sábado?

Quando? 11 de outubro, a partir de 15h30
Onde? Sebinho – SCLN 406 – Bloco C.

Regina Melo tem mais 2 livros infantis publicados e você pode conferir um deles, Uma joaninha diferente, publicado pela Paulinas Editora, de 1989, aqui
O outro livro da autora, também editado pela Paulinas Editora, é o O menino que descobriu Brasília. Eu ainda não tenho esses, mas quem sabe tenha resenha sobre eles logo, logo no blog.

Bjos,

VdM
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