domingo, 28 de setembro de 2014

AÇÃO COLETIVA CONTRA A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA – #VOBR2014



A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou, na última terça(23), uma declaração para a Prevenção e eliminação de abusos, desrespeito e maus-tratos durante o parto em instituições de saúde (acesse o documento aqui. Para consultar a declaração no site da OMS, acesse aqui)Assim, a OMS lança um marco para a luta contra a violência obstétrica a que milhares de mulheres são submetidas diariamente. Estima-se que uma em cada quatro mulheres sofram violência obstétrica no Brasil. (Veja mais sobre isso aqui)

Dessa forma, a OMS faz um chamado para que governo, sociedade civil e toda a comunidade atuem em conjunto para combater essas condutas violentas no trato com a gestante e, em especial, no parto. O documento trata como violência obstétrica toda e qualquer “violência física, humilhação profunda e abusos verbais, procedimentos médicos coercivos ou não consentidos (incluindo a esterilização), falta de confidencialidade, não obtenção de consentimento esclarecido antes da realização de procedimentos, recusa em administrar analgésicos, graves violações da privacidade, recusa de internação nas instituições de saúde, cuidado negligente durante o parto levando a complicações evitáveis e situações ameaçadoras da vida, e detenção de mulheres e seus recém-nascidos nas instituições”.

Se você não foi vítima de violência obstétrica, com certeza alguma mulher que você conhece já foi ou você já deve ter ouvido algum relato de parto dramático. Eu conheço muitas histórias assombrosas e revoltantes e vou partilhar aqui, com muita indignação e tristeza um relato protesto de uma mãe, amiga minha (que não quis se identificar), vítima de violência obstétrica e que até hoje tem cicatrizes na alma:

“Faz quase 4 anos que tudo aconteceu e ainda choro ao me lembrar das horas de terror a que fui submetida. Na noite do dia 1/dez, comecei a sentir dores leves. Tinha passado as 38 semanas de gestação muito tranquila, recolhida e dormia a maior parte do tempo. O parto não me assustava, mesmo que, à época, eu não tivesse convênio médico.
Na manhã seguinte, fui ao hospital e mandaram-me de volta para casa. Eu tinha apenas 1 cm de dilatação, as contrações estavam distantes e a dor ainda era suportável. Fui caminhar e fazer compras. Logo depois voltei ao hospital, e me mandaram de volta para casa outra vez. A dor aumentava e continuou até o dia seguinte quando resolvi ir novamente ao hospital. A dilatação não tinha passado de 1 cm e a dor aumentava. Não pude ficar internada porque a maternidade estava fechada. Fui a outro hospital (tambem da rede pública) sem imaginar a que tortura seria submetida.

Após quase três dias sentindo dor, já estava insuportável. Fui atendida por uma médica super grossa dizendo que estava com 2 cm de dilatação, e que eu deveria ir embora pois não estava na hora. Supliquei para que ela me internasse porque eu não estava aguentando mais. A dor já era bem aguda, já estava sentindo dor há 2 dias e as contrações já ocorriam de 1 em 1 minuto. A médica, do alto de sua prepotência, disse que ela era a médica e sabia o que estava fazendo, e mandou que eu me retirasse da sala dela. Eu fui tomada pelo medo, pela ansiedade, pelo nervosismo e, agora, pelos maus tratos. Estava desamparada. Ninguém me acolhia num dos momentos mais vulneráveis da minha vida.

Na porta do hospital, com toda a confusão em que tios, avós e marido tentavam fazer com que aceitassem me internar, só pude chorar. Minha dignidade já tinha sido ferida. Não me trataram como gente, como quem carrega uma vida. Me xotaram para a rua.

Fiquei esperando, por voltar de 3 horas, na porta do hospital até a troca do plantão, nesse tempo tive um sangramento, aguardei mais algum tempo, para não ser atendida pela mesma grossa, que usa o diploma para se impor e desamparar. Então me direcionei  novamente para o consultório e fui internada, mas não permitiram que meu marido me acompanhasse. Ao menos minha irmã pôde entrar comigo, o que na época não era permitido. E ela foi a força da qual precisei para suportar a dor e as humilhações. Era um rosto familiar. Só nela tive apoio e respeito. Então, me examinaram e eu ainda estava com 3 cm. Vieram depois e ainda não havia passado dos 3 cm.

Aplicaram algum remédio para induzir o parto e, a partir dali, iniciaram as mais agudas dores que já senti, uma espécie de tortura. Ainda assim, a dilatação custava a ocorrer. Então, mutilaram-me cortando minha vagina em 2 direções, indo até a perna. Pensei que ia morrer e era assim que eu me sentia quando tudo terminou. Morta. Não tinha forças sequer para abrir os olhos. Não vi minha filha quando nasceu. Levaram-na para a incubadora dizendo que ficaria lá por 2 horas, mas ela permaneceu lá por 4 horas, enquanto eu esperava ansiosamente por ela. Só pude ver minha filha 4 horas depois dela ter nascido. Ela também foi vítima dessa violência.

A cicatrização dos pontos demorou meses, a cicatrização da alma ainda não ocorreu. O nascimento da minha filha, que deveria ser um momento marcante e emocionante, se transformou no maior trauma da minha vida. Não sei quando conseguirei falar disso sem chorar.”

É de se emocionar, né? Impossível não se revoltar, né? Agora, vamos ajudar um pouquinho divulgando esse documento que lança luz sobre um problema tão comum e tão ignorado. Tão repugnante quanto real.

Compartilhe essa declaração da OMS para fortalecer a luta contra um sistema de saúde que violenta mulheres impunemente como se fosse normal sob a justificativa de que "é o protocolo". É preciso denunciar. Quanto mais gente souber e denunciar, melhor. É preciso que histórias como essa sejam escancaradas para que todos repensem, reflitam e construamos juntos uma sociedade mais humana, a começar pelo nascimento!

Nas mídias sociais, use Hashtag #VOBR2014 em sua postagem para que possam monitorar os resultados.

LINKS:

Do site da OMS: http://www.who.int/reproductivehealth/topics/maternal_perinatal/statement-childbirth/en/ 
Portaria nº 371, de 7/05/2014 - Ministério da Saúde que trata sobre o atendimento durante o parto e puerpério

domingo, 21 de setembro de 2014

Série curtas - coisinhas engraçadinhas




IDADE:

Nós fizemos um piquenique de aniversário para o Rafael um dia após a data de aniversário.
Aí no piquenique, no dia seguinte, perguntaram para ele quantos anos ele estava fazendo e ele respondeu:
_ 4 anos.
O Nego ouviu e retificou dizendo que eram 3. Aí o Rafael perguntou:
_ Mas eu vou fazer 3 anos de novo!? (afinal, ele já tinha feito 3 um dia antes! kkkkkkkkkkkkkkkkk)


CULINÁRIA:

_ Mamãe, o que é corante?
_ Corante faz as coisas ficarem coloridas.
_ Se eu tomar corante, eu vou ficar colorido?
(a vida é que fica colorida com a presença dele né gente!)

ANIMAIS:

_ Papai, vamos brincar de hipopótamo?
_ Como se brinca de hipopótamo?
_ Vamos achar um vídeo de hipopótamo para descobrir o som que eles fazem!
(o menino já faz buscas na internet ou pelo menos já sabe que é possível)

...

_ Papai, por que o soluço (Personagem do filme "Como treinar seu dragão") tem chifre?
_ Porque ele é um viking e vikings usam chapéu com chifres para parecerem mais assustadores.
_ Igual à vaca? (desmoralizou toda a braveza dos vikings. kkkkk)

...

_ Mãe, o meu pai tem boi?
_ Não.
_ Por que ele não tem boi?
_ Porque ele não é fazendeiro.
_ Por que ele não é fazendeiro?
_ Porque ele não tem uma fazenda.
_ Por que ele não tem uma fazenda?
_ Porque fazenda é cara e tem que ter muito dinheiro.
_ O seu Lobato (da musiquinha) tem muito dinheiro?
(kkkkkkkkkkkkkkkkk)

...

Deu para perceber que precisamos ter muita criatividade para responder as infinitas perguntas do Rafael, né?

Bjos,

VdM


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Mãe e pais empreendedores - Como se tornar um?



A maternidade muda tanta, mas tanta coisa que é impossível dizer claramente o que é que muda, mas não há dúvida que ficamos diferentes. De alguma forma, nos tornamos empreendedoras. Empreendemos ao gerar, amamentar e educar nossos filhos e para isso precisamos adquirir habilidades que jamais havíamos imaginado. E os pais também vem junto nessa jornada e muitos também tornam-se empreendedores na vida de seus filhos.

Fazemos parte da geração de mulheres que tem todas as escolhas possíveis a nosso dispor e fomos levadas a pensar que teríamos tudo (estudo, trabalho, um amor, família) e aí temos filhos e tudo se embaraça, experimentamos as mais loucas contradições e parece que a única opção que temos é ser mãe (se quer ler sobre isso, leia o livro da Susan Maushart, do qual já falei aqui. É ótimo e super recomendo).

E quando nasce o nosso bebê, o trabalho que amávamos se transforma no algoz da mãe que queríamos ser. Estudar? Só se for um guia infalível para fazer o bebê parar de chorar. Amor? Só se for de mãe. Família? É super bem vinda para ajudar, mas dispensamos a maioria dos palpites. E por aí vão todas as nossas opções. Ficamos só com o bebê. Mas por sabedoria divina, ou por ordem natural das coisas, o tempo passa e o bebê cresce (o meu já está com 3 anos). Aos poucos conseguimos sair do casulo e quando nos olhamos no espelho já somos borboleta, temos novas habilidades, somos multitarefa, mais tolerantes, somos mais responsáveis, mais empáticas, até nosso cérebro se desenvolve (há estudos que indicam isso). Reconhecemos, com um sorriso de Monalisa que, enfim, demos conta.

Foi assim que me vi após estes anos. Tornei-me uma pessoa melhor e continuo a me tornar (continuo uma verde mãe em constante amadurecimento). Sinto que eu nunca fui tão parecida comigo mesma, tão sintonizada com a minha essência, como agora depois destes três anos. O Rafael mudou tudo. Os dois abortos (veja aqui e aqui) mudaram tudo. E essa é a razão de ser deste blog.

Não é de se espantar que tantas mães e pais tenham encontrado na maternidade e paternidade a força que precisavam para empreender, para criar o próprio negócio, ou em outras palavras, para realizar sonhos. Seja para poder ficar mais perto dos filhos, seja para descobrir-se como pessoa, seja para compartilhar experiências ou qualquer outro motivo.

E não é de se espantar que exista um Congresso Internacional de Mães & Pais Empreendedores (CONIMEPE), totalmente virtual e gratuito rolando na internet. Então, se você também sente essa força motriz de empreender e quer saber mais sobre o Congresso e acompanhar as palestras, ainda dá tempo de se cadastrar. Vai correndo conferir neste link: http://www.conimepe.com/. O Congresso vai do dia 15/set/2014 à 21/set/2014. Confira aqui a programação: http://www.conimepe.com/programacao.pdf

Vale muito a pena participar!!!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Rafael Literário - Pedro e Tina, uma amizade muito especial




Quando anoitece e é hora de dormir, o Rafael escolhe um livro para que eu ou o pai dele leia. Ele se posiciona em frente a sua minibiblioteca e coça o queixo dizendo: "hum... tchovê... esse aqui mãe!"

Essa semana, ele escolheu o livro "Pedro e Tina, uma amizade muito especial". Este livro foi escrito e ilustrado pelo mesmo autor do livro "Ana, Guto e Gato dançarino", sobre o qual já falei aqui. E tal qual o outro, é de uma beleza serena, poética e encantadora, como a infância.

Em poucas frases e ilustrações ricas, Stephen Michael King constrói uma narrativa de aproximação e sublinha a riqueza complementar dos opostos ou diferentes.

O livro nos permite duas abordagens: uma leitura concreta, ressaltando as diferenças entre os opostos como reta/torto, alto/baixo, frente/costas, etc. E uma leitura abstrata e metafórica que nos permite constantes redescobertas e recriações a partir da sintonia dessa amizade muito especial.

No contraste entre a reta e o torto, a chuva e o sol, o alto e o baixo, a frente e as costas, a  imperfeição e a perfeição estão Pedro e Tina. Um que fazia tudo torto e ao contrário, e uma que fazia tudo certinho.

Tina, não era completa em sua perfeição e Pedro admirava-se da perfeição que não tinha. É a partir de um encontrão, que despertam para o que faltava porque encontram no outro a completude. Mais do que aceitarem as diferenças do outro, completam-se nelas, enriquecem-se com elas. E aprendem a voar...

E preenchem o nosso coração com a experiência boa de viver essa aceitação do outro com a certeza de que são precisamente as diferenças que mais nos enriquecem.

A narrativa também é construída pelo contraste entre o texto e a ilustração, que se enriquecem mutuamente. Ora o texto é quase um desenho, ora o desenho é quase poesia, com ilustrações tão belas que tenho vontade de colocar em uma moldura e pendurá-las na parede...

É um dos meus livros (do Rafael) preferidos...



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Margem de erro - devaneios de uma mãe que erra



A tolerância ao erro é uma ideia que está me rondando. Em duas palestras sobre inovação&criatividade (uma com a Bel Pesce e outra com a Martha Gabriel) essa ideia foi ventilada e soprou no meu coração associá-la à educação do Rafael.

Sinto uma mudança que começa a se delinear no horizonte dos meus paradigmas... que me leva a refletir sobre a importância de não punir as tentativas que fracassaram, pois são as lições que aprendemos com os tropeços que nos conduzem ao caminho do êxito. É preciso, portanto, de um ambiente (seja corporativo, seja familiar) onde há espaço para tentativas, no qual os erros irão surgir e não serão punidos. E também virão os acertos e, mais importante ainda, a inovação.

Toda criança é essencialmente inovadora. Basta um momentinho perto e percebemos a capacidade infantil de admirar-se com o que nem percebemos, de fazer graça com a banalidade, de brincar sem a ditadura dos compromissos, de renovar a vida.

Olho para o Rafael e me pergunto o tempo todo qual o melhor caminho, e no fundo quero encontrar um em que eu possa seguir sem errar. Cabe aqui a lição de tolerar também os meus erros, sabendo que são como degraus para a pessoa melhor que estou me tornando.

Perguntando a mim mesma, o que eu quero que o Rafael "aprenda", percebo que o quero feliz; quero que ele saiba e sinta que nós o amamos e que Deus também o ama. Quero que ele descubra o seu caminho no mundo e se entregue a isso como a uma missão.

Só consigo imaginar que o caminho que leva a isso pressupõe diálogo, muita autonomia, respeito à individualidade dele e, tolerância ao erro e, com certeza tem mais coisas que vou ter que aprender ainda.

E essa postura exige um novo olhar, também questionador, também dialógico, também respeitoso, também tolerante ao erro. Afinal de contas, o que tem de tão ruim em riscar as paredes, ou deixar que ele use copos de vidro, mesmo que alguns se quebrem. As consequências reais dos erros virão nos ensinar, de qualquer forma. Não é preciso repreender tanto, sob o risco de sufocar a criatividade pelo medo da censura e, por fim, sufocar a própria pessoa num emaranhado de regras e proibições. Os cacos no chão já ensinam que vidros são frágeis e devem ser manuseados com cuidado. A bucha e o sabão já ensinam que é custoso limpar a parede. Fica a lição, fica a experiência alcançada com o erro. Sobre isso, leia essa reflexão aqui.

Entre o limiar da obrigação de educar e o desapego de certas convenções, está a via que quero perseguir pois é nesse espaço sutil entre a tentativa e o erro (e suas consequências inevitáveis) que surge um caminho inovador também na educação.

Em sua palestra, Martha Gabriel ressaltou que a inovação surge a partir da integração de três elementos: pensamento crítico, criatividade, conexões humanas e tecnológicas. Se antes, o ambiente que conectava pessoas era a escola, hoje é a rede (que cresce em escala exponencial).

Não por acaso, em nosso tempo surgem ideias como a desescolarização. Sobre isso assista esse vídeo aqui e aqui. Para mim, essa ideia é inexplicavelmente chocante. Mas desperta em mim uma série de reflexões e insights. E se for por aí? Por que, afinal de contas, tantos estudantes odeiam a escola? Por que estão dizendo que a escola mata a criatividade, como nesse vídeo aqui?

Talvez seja a hora de olharmos para nossos filhos e devolvermos a pergunta. Talvez a escola também precise perguntar. Talvez todos nós que somos educadores, pais ou professores tenhamos que assumir que, no fundo, não somos educadores, mas aprendizes. Descendo do púlpito, poderemos nos juntar todos no caminho da descoberta.

Daí a importância do espaço para o erro, os nossos e os dos outros, porque não dá tempo de errar o suficiente apenas em uma vida. Um exemplo disso é o livro da Bel Pesce em que ela relata as lições que ela aprendeu com os próprios erros e com os erros dos outros no Vale do Silício. Leia aqui.

Finalizo este longo devaneio com uma frase de Sir Ken Robinson: "Se você não está preparado para estar errado, você nunca fará algo original."

PS: A linda ilustração desse post foi retirada daqui: http://www.jyliangustlin.com/newart09.html

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Como fazer massinha caseira?

Massinha caseira!
 


O Rafael ganhou um treco de fazer tijolinhos de massinha, tipo um rolo compressor (ao fundo) e não durou nem dois dias para que as massinhas do kit já tivessem todas misturadas e um pouco ressecadas.
 
Então, resolvi fazer umas massinhas caseiras para continuar a brincadeira. Além disso, é uma atividade bem divertida para ele e tem a vantagem que não tem problema se ele colocar um pouco na boca pois os ingredientes são todos comestíveis.
 
Peguei uma receita super fácil aqui e coloquei a mão na massa. Foi supreendentemente fácil de fazer. E mais surpreendente ainda a rapidez com que o Rafael misturou tudo e acabou com mais de 1 hora de preparação. Mas deu tempo de tirar essa foto aí antes que ele juntasse tudo num bolo bem colorido.
 
Da próxima vez, eu já sei que o melhor é entregar somente uma massinha por vez. Porque a tentação de misturar tudo e fazer a maior lambança é muito grande.
 
A receita é a seguinte:
 
Material
4 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de sal
1 e 1/2 xícara de água
1 colher de chá de óleo

Modo de Fazer
Numa tigela grande, misturar todos os ingredientes e amassar bem até ficar boa para modelar. Para dar cor a massinha, compre corante para alimento e pingue algumas gotas.

PS: Para guardar a massinha, coloque em um potinho com tampa ou em um saco plástico e amarre.

Gostou da dica? Experimenta fazer que é super simples e é distração garantida para a criançada e para adultos também. Acho que me diverti mais que o Rafael.
 
 
 


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

5 lições que aprendi após ser mãe




... e ainda estou aprendendo:

1) O único padrão é não ter padrão nenhum
Nos primeiros meses de vida do Rafael, eu me desesperava porque ele não seguia nenhum padrão de sono, vigília ou frequência de amamentação. Eu achava que alguma coisa devia estar errada, ou melhor, eu deveria estar errando em alguma coisa. Foi aí que descobri que o erro era querer enquadra-lo nas regras impessoais dos manuais. E que não havia nada de errado se ele não seguisse uma rotina igual todos os dias. Parei de olhar as regras e comecei a olhar para o meu filho. Um ser único.

2) Aceitar meu filho como ele era e não como eu o idealizei
Antes de engravidar ou até mesmo durante a gestação, criamos um monte de expectativas em relação ao bebê sonho que carregamos no ventre. Mas quando ele nasce, o que surge é a vida real com bebês irritadiços, fraldas sujas e muito choro. Ao aceitar que o Rafael era um bebê chorão espontâneo e com muita energia, foi possível amá-lo com mais intensidade e as dificuldades iniciais fizeram germinar admiração e gratidão (por ter sob minha responsabilidade uma vida tão encantadora).

3) A vida pode ser muito mais bonita se nos deixamos guiar pelos olhos de uma criança
Ao guiar o Rafael, apresentando a ele esse mundão de meu Deus, paro para olhar o mundo outra vez e o mundo renasce para mim muito mais belo que outrora. Os milagres diários da beleza e da vida acontecem quando me deixo guiar pelo olhar do Rafael.

4) Como o tempo passa rápido
Acompanhar o desenvolvimento rápido e incessante dos primeiros meses/anos de vida me ajudou a perceber o quanto é urgente vivermos com intensidade cada momento. O tempo é fugidio, escorrega pelos dedos feito água; não se retém. Assim como não se retém os primeiros passos vacilantes do Rafael e as primeiras palavras balbuciadas. O tempo segue o curso sem nunca parar...

5) "Que felicidade acontece é em horinhas de descuido" (Guimarães Rosa)
Uma palavra no escuro, um carinho doce, um abraço quente, um sorriso gargalhada. Mil detalhes de amor se revelam, meio que por descuido, na convivência diária com uma criança. Cada um deles é uma riqueza que acalanta o coração e traz pra bem perto essa tal de felicidade.


E vocês, mães e amigas que acompanham o blog, o que a maternidade ensinou a vocês?
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